"Um país se faz com homens e livros"[Monteiro Lobato]

"Um país se faz com homens e livros"[Monteiro Lobato]

domingo, 25 de abril de 2010

A Terceira Margem do Rio [Guimarães Rosa]


A Terceira margem do Rio
(Guimarães Rosa )



Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa.

Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou:


— "Cê vai, ocê fique, você nunca volte!"


Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — "Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?" Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber.


Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.


Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas — passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda — descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos, assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s'embora, para jamais, o que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez, para casa.


No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora, tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.


Mandou vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e clamar a nosso pai o 'dever de desistir da tristonha teima. De outra, por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso, cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala. Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele.


A gente teve de se acostumar com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer, era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco, nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.


Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes, algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.


Nem queria saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: — "Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim..."; o que não era o certo, exato; mas, que era mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse. Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.


Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida. Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei — na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito. Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa. Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.Sem fazer véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá. Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido. Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto.


Estava ali, sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz: — "Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o senhor vem, não carece mais... O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!..." E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n'água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E eu não podia... Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um perdão.Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.



Texto extraído do livro "Primeiras Estórias", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1988, pág. 32, cuja compra e leitura recomendamos.
Estudo



1. Principais personagens
O pai, a mãe, o filho (personagem-narrador), a filha e o outro filho.
Observação: o fato de os personagens não terem nome reforça a idéia de que sua caracterização física e psicológica não é colocada em primeiro plano. O que prevalece é o referencial dos membros de uma família, uma vez que são identificados por termos como pai, mãe, etc.



2. Fatos principais
· O pai mandou fazer uma canoa.
· Disse adeus aos familiares e saiu reio afora.
· O pai percorria o rio em ponto eqüidistante das margens, indo e voltando pelas águas, mas sem sair daquele espaço próximo à sua casa.
· Parentes, amigos e conhecidos reuniram-se para tentar entender aquela atitude, fazendo cogitações sobre os possíveis motivos que o levaram a agir assim.
· O filho mais velho levava para a beira do rio um pouco de comida que pegava escondido.
· A mãe mandou chamar seu irmão para ajudar na fazenda e nos negócios.
· O tempo ia passando e o pai continua no seu percurso de ir e vir, sem aproximar-se das margens.
· A filha casou-se , teve um menino e quis mostrá-lo ao pai dela, levando-o para a beira do rio e esperando juntamente os outros familiares.
· A família chamou e esperou; o pai não apareceu e todos choraram.
· A filha mudou-se com o marido e o filho.
· O irmão mais novo resolveu ir para a cidade.
· A mãe, envelhecida, foi residir com a filha.
· O filho envelhecera e sofria os primeiros problemas da velhice.
· O filho foi para a beira do rio e acenou com um lenço.
· Avistou o pai e chamou por ele, propondo tomar o seu lgar na canoa.
· O pai ouviu, ficou de pé e fez um aceno, concordando.
· Ele fez a canoa rumar para o local onde estava o filho.
· Quando o filho viu o pai se aproximar, apavorou-se e correu dali.
· O filho adoeceu.
3. Clímax
O clímax do conto concentra toda a carga emocional que vai se acumulando ao longo da narrativa; é o momento que o pai, depois de tantos e tantos anos, faz um aceno para o filho quando ele se propõe a tomar seu lugar na canoa. Durante toda a história, todos esperavam qualquer comunicação com o pai, o que nunca ocorreu até esse momento específico da seqüência narrativa.



4. O desfecho
O desfecho é profundamente triste: o filho corre do pai e, conseqüentemente, dos sofrimentos que teria de passar, caso tomasse seu lugar na canoa. Essa atitude traz ao personagem um sentimento de culpa e de completo fracasso. Resta-lhe somente a experiência da morte iminente.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

LIVROS LITERÁRIOS DO VESTIBULAR


UFG 2010/2
1,BRITO, Ronaldo Correia de. Livro dos homens. Cosac & Naify.
2. DIAS, Gonçalves. I-Juca Pirama. L&PM.
3. GALERA, Daniel. Mãos de cavalo. Cia das Letras.
4. ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. Diversas editoras.
5. ALENCAR, José de. O demônio familiar. Diversas Editoras.
6. ARAÚJO, Luís. Minigrafias. Cânone editorial.
UEG
1. ANDRADE, Carlos Drummond (e outros). Elenco de Cronistas Modernos2. PRADO, Adélia. Bagagem3. AZEVEDO, Álvares. Noite na Taverna4. BARRETO, Lima. Os bruzundangas 5. ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó6. JORGE, Miguel. Ah, Shakespeare, que falta você me faz

PUC-GO
Nome - Arnaldo AntunesTratado geral das grandezas do ínfimo - Manoel BarrosO amor se esquece de começar - Fabrício CarpinejarO último voo do flamingo – Mia CoutoLisbela e o Prisioneiro - Lins OsmarCaminho das pedras - Divina PaivaCinzas da paixão e outras histórias - Maria Aparecida Rodrigues

quarta-feira, 31 de março de 2010

Aos meus alunos


Encontrei a essência de ser feliz: é partilhar, amar, doar sem esperar recompensa. Na vida encontramos problemas, tristezas... E isso se acumula diariamente, deixando o coração pesado de amargura e solidão, em seguida vem a ansiedade que nos arranca do sossego que tanto almejamos... Ah, como somos frágeis ao pensar que estamos sozinhos! Como somos preocupados com coisas tão fúteis e efêmeras... O sábio Salomão já dizia em Eclesiastes que é "como correr atrás do vento". Eu já me senti assim. Eu sei que você também. É uma crise existencial que afeta a humanidade de todas as épocas e classes.

Mas, parafraseando Olavo Bilac, quando abra a janela do meu quarto e olho para o céu estrelado, eu posso ver além das estrelas, da lua minguante e pálida, eu vejo além do céu pintado de azul escuro e denso. Eu sinto DEUS. E a esse pensamento - tão singelo e eterno - todos os meus tolos temores e preocupações me deixam, porque eu sei que há Alguém maior do que eu. Há Alguém maior do que meus problemas e mais importante do que a pessoa mais importante do mundo. Deus cuida de mim, ele tira de meu coração as ansiedades e Nele encontro paz e FELICIDADE.

Sim, queridos... Eu encontrei a essência de ser feliz, e afirmo que a Bíblia traz todos os segredos pormenorizados. Ser feliz é amar, doar e partilhar. Entretanto, eu aprendi que acima de tudo que existe, acima de todos os conceitos e ciência sobre esse assunto, ser feliz plenamente é ter Deus em nós.

Nessa semana minha igreja está tendo o privilégio de ter o editor da CPB e jornalista Michelson Borges entre nós dirigindo o culto, ele nos contou no sábado a história de uma jovem cantora que afirma que sua vida antes de conhecer a Cristo era triste com alguns poucos momentos de alegria, e agora que ela tem Deus no seu coração, ela é feliz e tem uns poucos momentos de tristeza. Depois da narrativa, ele perguntou "Vocês perceberam a diferença?"

Eu louvo a Deus todos os dias por Ele ser tão bondoso para comigo, uma pessoa tão frágil e ansiosa. Em Suas mãos eu deposito meus problemas e assim, não carrego sozinha meus fardos.

Queridos alunos do CASPL e CeANM, eu tenho orgulho de ser professora de vocês! Como fiquei feliz com o empenho que vocês tiveram em relação ao trabalho do Banner!

Eu também tenho a felicidade em minha vida porque tenho vocês como meus alunos!

Agradeço e peço a Deus todos os dias que possamos encontrar a felicidade. Eu oro para que nossas aulas sejam acompanhadas por anjos.

Obrigada pelo carinho, responsabilidade e sorrisos tão sinceros!

E hoje eu tenho para vocês um conselho, uma sugestão, que não é indicação literária, gramatical ou textual, é algo muito mais importante que isso:

Nesta noite, abra sua janela, olhe as estrelas do céu, sinta Deus conversar contigo. Permita que Deus te ajude com seus problemas e encontre a essência da felicidade!


Sarah Bertolli


Matéria feita pelo jornalista e editor da CPB Michelson Borges, o qua está realizando a Semana Santa "Lugar de Esperança"em minha igreja. Acesse o blog do Michelson: http://www.criacionista.blogspot.com/



Naquele domingo de manhã, Rosiene Honorato caminhava a esmo pelas ruas do bairro Jardim Pompeia, em Goiânia, GO. Três dias antes, a mãe dela havia falecido, o que a deixou desolada. Rosiene não estava conseguindo superar a perda. Quando passava pela Rua das Orquídeas, se deparou com a igreja adventista do bairro. Viu o portão aberto e resolveu entrar, mesmo não havendo culto ou reunião naquele momento. Apenas sentiu que deveria entrar.

A porta do templo estava fechada, por isso Rosiene caminhou pelo corredor lateral externo e surpreendeu a zeladora Júlia Gonçalves, que estava fazendo a limpeza do local. Júlia, que também era diretora do departamento de ministério pessoal da igreja, ao perceber o olhar de desespero da visitante, convidou-a a entrar na igreja para conversarem. Sentaram-se num dos bancos de madeira e Rosiene abriu o coração. Disse que queria muito rever a mãe e Júlia explicou que ela poderia revê-la na volta de Jesus. Explicou-lhe também que os mortos estão descansando na sepultura, inconscientes, até o dia da ressurreição.

Na segunda-feira, Júlia visitou Rosiene. Convidou-a a fazer parte de um pequeno grupo e da classe bíblica da igreja. Os filhos de Rosiene foram matriculados no clube de aventureiros (semelhante aos escoteiros, mas mantido pela Igreja Adventista). Rosiene e os filhos nunca mais deixaram de frequentar os cultos, pois naquela manhã em que o desespero lhe pesava no coração, ela encontrou na igreja um lugar de esperança.Hoje à noite, após meu sermão na Igreja Adventista de Jardim Pompeia, Rosiene e sua filha Camila foram batizadas pelo pastor distrital Juraci. Foi uma cerimônia emocionante que mostra a relevância da mensagem bíblica e da proclamação do evangelho num mundo carente de esperança.

Michelson Borges

P.S.: Na foto acima, tirada pela professora Sarah Bertolli, aparecem Júlia, Camila e Rosiene. Clique aqui para assistir ao vídeo.


Obs: A senhora Júlia é minha sogra.

sábado, 27 de março de 2010

Além da Magia


A resenha abaixo foi escrita pelo editor da Casa Publicadora Brasileira Michelson Borges.

Leia mais matérias e dicas em seu blog www.criacionista.blogspot.com! Vale a pena!


Quando recebi por e-mail o original do livro Além da Magia: A História do Garoto que Queria Ser Bruxo (CPB), confesso que fui tomado por um misto de estranheza, curiosidade e ceticismo. A estranheza e a curiosidade me foram causadas pelo título. E o ceticismo se originou da constatação de que o livro se tratava de um romance, e eu sei o quanto é difícil trabalhar com esse gênero literário; como é fácil descambar para o texto piegas, com personagens mal estruturados ou até mesmo inverossímeis. Mas, como todo “bom cético” deve fazer, procurei manter a mente aberta e passei a ler o material com atenção. Não deu outra. Fui fisgado! Cada palavra, cada frase e cada parágrafo convidavam à leitura do que vinha adiante. Era literatura mesmo. E das boas!

O livro agrada a todos os públicos e, para provar isso, comecei a lê-lo para minha esposa e minha filha mais velha, na época com cinco anos. Elas também não queriam interromper a leitura. De cético, passei a crente – crente de que a obra do Denis Cruz traria grande benefício aos leitores.

Eu não conhecia o Denis e quem nos colocou em contato foi uma amiga comum, a professora Marlene. Com o tempo, depois de muitos e-mails trocados, fiquei sabendo que o Denis nasceu em setembro de 1977 e conheceu Jesus no Instituto Adventista Paranaense, em 1992, tendo sido batizado em 1993. Formado em Direito, ele é oficial da Secretaria da Promotoria de Justiça do município de Mundo Novo, MS, na divisa com o Paraná e o Paraguai. Casado, pai de dois filhos, anda preocupado em como estará o mundo quando seus pequenos chegarem à tumultuada adolescência...Denis é um contador de histórias e um criador de personagens nato. “Sempre tive vontade de escrever algo para o público cristão, embora meus ‘traços’, por influência da mídia a que eu tinha acesso, eram mais voltados à fantasia e ao humor.” Graças a Deus, esse talento foi redirecionado! E foi brincando com os filhos que ele percebeu que também era capaz de criar histórias envolventes e personagens interessantes baseados na Bíblia ou com lições extraídas dela.

“Além da Magia surgiu justamente quando eu buscava entender mais a mecânica da escrita para o público juvenil” confidenciou-me. “Por curiosidade, li Harry Potter e cheguei a uma conclusão: ‘É fascinante.’ E esse fascínio me fez tremer.”Harry Potter e outros livros do gênero são fantasias escritas para crianças e jovens que os lêem como se fossem realidade. Denis pensou novamente em seus filhos e em pais e professores incautos que oferecem qualquer tipo de leitura às suas crianças, contentes por, pelo menos, elas estarem lendo. “A verdade é que a mente juvenil ficará fascinada pelo universo fantasioso apresentado nos livros”, diz Denis. “Então, em oração, pensei num personagem fascinado por esse universo e como ele se encontraria com o caminho correto.”

O resultado dessa oração e desse bom exercício imaginativo está em suas mãos. Um livro cujo objetivo – além do alerta – é falar sobre família, união, fé, perseverança, fidelidade, esperança, preconceitos e coragem para enfrentar o mundo.

(Michelson Borges, prefácio do livro Além da Magia)


Nota: recebi este e-mail do Denis, a propósito da postagem “A numerologia de Harry Potter”:

“Nada no livro de Rowling é por acaso.

O 11 é um numero que representa o próprio satanismo (não é à toa que as crianças entram na escola com 11 anos). Aliás, ao serem iniciados, os três personagens principais têm 11 anos, formando, assim, uma ‘tríade numérica satânica’.

Outro numero que aparece constantemente no livro é o 666 (de diversas formas).

Mas, as duas coisas que acho mais ‘interessante’ na obra:

“1. No primeiro livro, há uma profecia: nas primeiras linhas Rowling fala que Harry Potter será conhecido por todas as crianças do mundo (é incrível a forma como ela descreve, pois parece que conhece o futuro da obra).

“2. No último livro, Potter aceita morrer pelos amigos e, pasme, ressuscita em seguida. Depois disso, esse sacrifício protege toda a escola. Depois disso, ninguém mais é atingido pelo vilão. Semelhante com algo que conhecemos?”


Queridos...

É importante criarmos o hábito pela leitura, mas não basta lermos sem nenhum critério. O essencial é sabermos escolher bons livros, a fim de enchermos nossa mente com sabedoria.

Se ao ler um livro você se sente depressivo, incomodado, angustiado, pertubado pelas palavras, desconfie de que aquela leitura não é boa para você. Deus nos deu discernimento para escolhermos o que colocar em nossas mentes. Que escolhas você toma diariamente?


:*

Feliz Semana!!!

Fiquem com Deus.

Professora Sarah.

domingo, 14 de março de 2010

Orgulho e Preconceito


O grande problema de um roteirista ao adaptar um livro para o cinema, seja ele qual for, é conseguir captar todas as nuances que o escritor deu ao seu trabalho na transposição. Justamente na forma como o roteiro de "Orgulho e Preconceito" foi tratado que reside o seu maior defeito: falta-lhe a ironia fina, a sagaz observação aos padrões da época que permeia cada entrelinha dos escritos de Jane Austen.

Austen (1775-1817), nascida em Hampshire, Inglaterra, foi a filha caçula de oito irmãos de uma família tradicional. Escreveu, aos quinze anos de idade, seu primeiro romance, Amor e Amizade, e em 1796 deu cabo a Primeiras Impressões, que acabou sendo recusado por um editor. Austen então o reescreveu totalmente, e o rebatizou de Orgulho e Preconceito, sendo este lançado somente em 1813, e que acabou se tornando seu romance mais famoso.

Orgulho e Preconceito, assim como as demais obras de Austen, acabou recebendo várias adaptações para o cinema. Greer Garson e Laurence Olivier, em 1940, já travavam as batalhas intelectuais do romance. Em 1995, foi a vez de Jennifer Ehle e Colin Firth, em uma aclamada minissérie feita para a televisão britânica. Dessa vez, os papéis principais ficaram com a irradiante Keira Knightley e o soberbo Matthew Macfadyen.A história do filme (ou do livro, como preferir) se centra na tradicional família Bennet, onde Sr. (Donald Sutherland, em notável atuação) e Sra. Bennet (Brenda Blethyn, escorregando de vez em quando) estão às voltas com o alvoroço que um recém-vizinho rico, Sr. Bingley (Simon Woods), tem causado em suas cinco filhas, principalmente em Jane (Rosamund Pike), que enxerga nele o casamento dos seus sonhos.

Naquela época, o enlace matrimonial era coisa séria: não casar significaria à pobre moça o estigma de solteirona, perdedora e infeliz. Portanto, não casar não era uma atitude feminista, simplesmente não era adequado à época.Elizabeth Bennet (Knightley) é uma moça à frente do seu tempo. Não tão bonita quanto a sua irmã e de uma sagacidade e inteligência superior, ela enxerga com outros olhos a vida e o seu destino. Mas acaba envolvida com o melhor amigo do Sr. Bingley, o aristocrata e pedante Sr. Darcy (Macfadyen). Inicialmente, como em toda história de amor que se preze, eles não se bicam: ela, por achá-lo soberbo; ele, por desprezar a condição social dela. Depois, ele acaba por se apaixonar por ela e, mesmo amarrado aos preceitos da época, se declara, mas é rejeitado. Até que enfim acertam os ponteiros.

É uma história de amor, sim, e das mais belas, mas o que falta ao filme é exatamente um olhar mais satírico por parte da roteirista estreante em cinema Deborah Moggach. Tanto é que o filme muitas vezes percorre a perigosa linha do "filme açucarado de mulherzinha". Mas há de elogiar o roteiro em uma questão: há diálogos inteiros do livro fielmente transpostos, algo rarísismo de se ver hoje em dia, o que prova que a roteirista manteve, acima de tudo, o respeito pela obra em questão.

O diretor Joe Wright, egresso da tevê e também estreante na tela grande, faz um trabalho bastante acadêmico, bem quadradinho. Pausado, não tem pressa em construir seus personagens e consegue envolver o espectador – e nesse ponto ajuda, e muito, a climática e solar trilha de Dario Marianelli. Em certo momento, a câmera de Wright passeia por cômodos mostrando vários personagens, em um belo momento de arrojo. Deve ter deixado James Ivory morrendo de inveja.



Nota: Para quem gosta do gênero, é um belo romance sem cenas reprováveis (coisa rara). É apropriado para discussão de valores e para comparações com os padrões morais de nossos dias e os comportamentos associados ao namoro e casamento. Um pouco do respeito que se dava à instituição na época (sem exageros, é claro) seria bom resgatar.


Fonte: Blog Criacionismo - Michelson Borges

quarta-feira, 10 de março de 2010

Banner [Campanha de incentivo à leitura]


Queridos alunos do CASPL e CeANM!


Abaixo seguem algumas informações adicionais sobre a atividade da semana:

BANNER DE INCENTIVO A LEITURA NA ESCOLA

1. Organizem-se em grupos de 4 ou 5 pessoas.

2. Planejem a distribuição de tarefas, parte visual (desenhos, imagens) e a parte verbal (texto).

3. Sobre a parte visual: lembrem-se que a intenção é chamar a atenção dos leitores! Vocês são os publicitários de uma campanha muito importante e por isso, devem ser criativos na escolha de cada detalhe.

4. Sobre o texto:

- Deve ser curto, objetivo, claro, coeso, coerente e com letra legível.

- Deve abordar o assunto da leitura, sua importância, benefícios, dicas,conceito, etc.

- Vocês podem trabalhar diversos gêneros... Podem incluir no banner uma história em quadrinho, uma poesia, uma frase de algum famoso (por exemplo).

5. Depois do planejamento, digitem o texto.

6. Salvem em um cd ou pen-drive o texto e as imagens que vocês escolheram e o cabeçalho completo (segue abaixo), que deve ser colocado em um cantinho do banner.


Colégio Adventista _____________________________(preencher com o nome)

Campanha de Incentivo à leitura na escola/2010

Disciplina de Literatura

Professora: Sarah Suzane Bertolli

Alunos: ___________________________________________________ (nome completo de todos)

Turma: ____________ (preencher)


7. Na gráfica, mostrem o projeto e também peçam sugestões de designer, como as bordas, estilo de letras, cores, etc. Tentem conseguir um desconto.

8. O prazo de entrega do projeto é quarta-feira. Caso a gráfica demore mais tempo para entregar o banner, enviem um comentário aqui no blog, ok?

9. No dia da entrega, vocês devem estar organizados para apresentar o projeto para a sua turma. (obs: haverão pessoas convidadas e importantes...)

10. Se precisarem de ajuda, estou aqui a disposição de maiores esclarecimentos.


Coloquei uma lista nos comentários dos alunos que já me entregaram os nomes do grupo.

Deixe um comentário com os nomes dos componentes de seu grupo também.


AHhh...

O trabalho vale 10,0 pontos!!! Confio na capacidade criativa de vocês!!! :)

Um Abraço,

Professora Sarah.